
O ANIMAL DE RODEIO. Um atleta feito de trabalho específico sobre uma aptidão natural.
É bem verdade que já se passou aquele tempo de desconhecimento sobre os animais de rodeio. E o que se passa em seu torno, que fosse capaz de explicar o porquê de seus saltos e corcoveados no intuito de derrubar seu montador.
É importante destacar que houve época que muitas vozes leigas levantavam-se contra o esporte do rodeio, imaginando lá do alto de suas inocências e imperícias as maiores suposições possíveis. Tal não é de se assustar, pois o maior fator que contribuiu para que isso ocorresse, foi justamente a falta de informação segura e cientificamente confiável, somada a falta de vontade de buscá-las. O que não é de se espantar, afinal, também é normal, visto que a maior parte das pessoas por muito tempo tenta entender o mundo através de conceitos generalizados e genéricos, os quais tentam aplicá-los à diversos contextos. Resultando num conceito errôneo e irreal, que quase sempre se molda de forma preconceituosa, pois este conceito é formado através daquilo que não se conhece bem. Portanto só podendo ser preconceituoso, pois outra razão não lhes assiste.
São poucas as pessoas hoje em dia, que ainda confundem os animais de rodeio com os animais de outras modalidades.
Pensava-se que os animais de rodeio, são meros bovinos e eqüinos como outro qualquer.
É Importante esclarecer que a confusão, que alguns ainda fazem entre os animais de Rodeio e os animais de Prova De Laço, Team Roping, Bull-Dog e Vaquejada não deve continuar.
Apesar de alguns argumentos, a confusão é feita na maior parte pela mídia e por ativistas extremistas. E o argumento mais relevante deles é justamente o mais importante e que merece atenção.
Com efeito, apesar de todo o trabalho seriamente realizado no Congresso Nacional para profissionalizar o esporte do rodeio no Brasil. Quando houve a publicação do texto da Lei 10.220 de 11 de abril de 2001, que regulamenta a o rodeio como atividade profissional, a Lei equiparou os atletas das diferentes modalidades esportivas rurais como sendo um todos praticantes de rodeio. Não dando atenção para a diferença consuetudinária que sempre existiu e se vê cada vez mais acirrada, entre as modalidades, além da doutrina que começa ser recorrente no tema.
Os animais que participam das modalidades de Prova De Laço, Team Roping, Bull-Dog e Vaquejada, não são como os que participam do rodeio, nem tão pouco, são os mesmos. Aqueles animais são considerados úteis por critérios gerais de peso, idade ou sexo, e, não por critérios que consideram as especificidades individuais de cada animal, como se da com os animais que participam dos rodeios.
Houve um tempo onde acreditavam que todo e qualquer animal seria capaz de participar de rodeios bastaria machucá-lo ou submetê-lo a maus-tratos que o animal, então, iria pular e conseqüentemente derrubar o seu montador. Suposição surreal, que a medicina veterinária, mais especificamente seu segmento genético, tratou de demonstrar que não é verdade.
Não só os estudos feitos em campo, assim como os profissionais da atividade, demonstram que não são todos e quaisquer dos animais bovinos ou eqüinos que tem a capacidade e aptidão para o rodeio profissional.
O animal de rodeio possui características físicas e genéticas particulares, que permitem a obtenção e êxito na realização de um treinamento, que envolve desde alimentação balanceada até atividades físicas de aprimoramento de desempenho saltos. Tudo acompanhado de profissionais da medicina veterinária em trabalhos terrestres e hídricos.
Nos centros de treinamentos de animais para rodeios, a saúde dos animais é a principal atenção dos profissionais. Pois de certo, qualquer fraqueza ou moléstia que o animal seja acometido, fatalmente prejudicará o seu desempenho nas provas. O que não é desejável. Por isso eles são muito bem tratados.
Os donos de animais de rodeios os possuem como se fossem, mesmo, de estimação, jamais desejariam ver seu animal, que de fato lhe são mais que um simples bem semovente, ser maltratado ou machucado. Pois de certo, a falta dessa preocupação só lhe traria a insatisfação de perder o animal.
São anos de trabalho e dedicação com pastagem, veterinários, treinamentos físicos entorno de um animal de rodeio que se torna impossível acreditar que qualquer animal, em situação de maus tratos ou judiação seria capaz de desempenhar os saltos e manobras realizados pelos animais de rodeio.
Houve ainda aqueles, que acreditavam que os apetrechos de arreamento dos animais eram os responsáveis por seus saltos e manobras no intuito de derrubar seu montador. Afirmação infundada. Pois sequer esgotaram-se as possibilidades de suposições.
O SEDEM, durante muito tempo usado como o argumento mais forte dos radicalistas, que ensinavam que os animais de rodeio pulavam não por serem atletas redomões e sim por terem seus testículos amarados. Entretanto, só não explicaram como acontecia com as éguas do rodeio. Será que tem gente que acredita que égua tem testículos? Em meio a tantas vozes leigas de tudo, é melhor não duvidar.
Bom mesmo é saber mais sobre um importante trabalho científico realizado sobre o uso do sedem nos animais.
Sobre esse equipamento é mais aconselhável valer-se dos entendimentos cientificamente construídos pela UNESP, através de um grupo de pesquisadores coordenados pelo médico veterinário ORIVALDO TENÓRIO DE VASCONCELOS, do Departamento de Patologia Veterinária da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias. (FCAV)
Com um grupo que reuniu 15 pesquisadores, das áreas de farmacologia, patologia, comportamento e reprodução animal, criou uma linha de pesquisa, o Projeto Sedém, em convênio com a Fundação de Estudos e Pesquisas em Agronomia, Medicina Veterinária e Zootecnia – FUNEP. "
Os pesquisadores realizaram testes clínicos e laboratoriais em 12 animais não castrados e utilizados em rodeios há pelo menos quatro anos. De acordo com Vasconcelos, os exames mostram que o sedém não tem qualquer relação com os testículos. "A biópsia, feita depois do uso do sedém, revelou uma epiderme íntegra e derme com estrutura e glândulas sem alterações", conta o pesquisador. "A freqüência cardíaca e respiratória e os níveis do hormônio cortisol, que funcionam como indicadores de estresse, também se apresentaram normais."
Por fim, está claro que vale a pena conferir de perto o dia a dia de um animal do mundo do rodeio profissional.
Assim perceberás que eles possuem vidas muito mais confortáveis que inúmeros animais domésticos e que dispõem de uma verdadeira equipe em prol de sua saúde. O que faz deles verdadeiros atletas, assim como os animais do hipismo, Jóquei e pólo.
Vale ressaltar que infelizmente, de fato, como toda profissão tem bons e maus profissionais, é verdade que muitos amadores tentam se aventurar na realização de rodeios, que não possuem estrutura e organização profissional, que utilizam animais comuns que não possuem aptidão para o esporte, causando-lhes maus-tratos. O que de fato também não faz o animal pule e emende manobras, e sim corra, saia correndo pela arena demonstrando seu instinto natural de fuga.
Vale aqui a informação que animal de rodeio tem é que pular e corcovear não sair correndo. Se algum dia você ver um animal de rodeio sair correndo, saiba desde logo que algo tem de errado ali.
O rodeio profissional possui regras objetivas capazes de garantir aos animais a devida proteção não só quando à maus tratos, como proteção sanitária. Os regulamentos e regras da CNAR e das demais entidades de regulamentação da profissão de âmbito estadual existem para proteger as boas praticas da atividade e sendo estas devidamente cumpridas fica a certeza que objetivamente de fato o rodeio é legal. Não existindo razão para vozes leigas e suposições infundadas.


